Curiosamente fazem 07 anos desde minha última postagem aqui e a vida segue cheia de música. Após o fim dos episódios do Jukebox In Shuffle em formato de podcast que eu fazia para uma rádio online, eu me aventurei por vídeos. Resolvi entrar na faculdade de produção audiovisual para aprender a fazer a coisa direito, principalmente, guiado pela minha paixão por videoclipes. Curiosamente o trabalho do primeiro semestre foi fazem um podcast. Aprendi, mas cometi o erro de não tomar a frente para dar espaço para que os outros integrantes aprendessem, no final das contas sobrou pra mim fazer a edição às pressas.
Mas a faculdade foi sensacional. Aprendi muito e conheci muita gente incrível. Um belo dia, Aline Pinheiro - uma amiga de longa data - foi surpreendida por uma mensagem minha dizendo que estava ouvindo o disco do Jeff Buckey que ela, há tempos, me pedia para ouvir. Fizemos uma chamada de vídeo por whatsapp e alí notamos que havia algo sensacional que queríamos dividir com outras pessoas. E foi assim que nasceu o Saturday Night Discos.
Até a presente data há 39 EPs gravados via live de instagram. Episódios nos quais falamos sobre discos que vão do pop ao rock, da mpb ao folk - e isso é lindo!
É maravilhoso o exercício de mergulhar em álbuns que já conheço e amo, assim como também me faz feliz mergulhar naqueles que sei que existem, mas que nunca parei para conhecer. Fazer isso com Aline é mágico!
Atualmente estou compondo meu primeiro material solo, mas falar sobre música é algo que me faz bem e há meses tenho sentido saudades desse espaço aqui. Em meio a algorítimos e bombardeio de clickbaits, talvez, um ponto de tranquilidade possa ser ter um blog em pleno 2026.
Há muito acontecendo no mundo da música. O videoclipe tem sido deixado de lado por alguns artistas, mas segue sendo valorizado por outros, não apenas como forma de divulgação, mas também como linguagem para ampliar a mensagem que a música e o álbum querem passar. Eu, enquanto amante e entusiasta de videoclipes, não tenho porque não continuar escrevendo sobre videoclipes e até sobre discos e novos artistas.
Então fica a pergunta: E se o JIS voltasse?
Jukebox In Shuffle
Um blog sobre músicas de todas as épocas e vertentes feito por um músico louco por arte! Velha,nova, hit, B-side, Undergroun ou Mainstream! Viva A Música!
quinta-feira, 14 de maio de 2026
E se o Jukebox In Shuffle voltasse ?
domingo, 12 de maio de 2019
The Cardigans no claustrofóbico clipe de Erase/Rewind
The Cardigans é uma banda sueca de rock alternativo que faz muito bem aos meus ouvidos. Formado em 1992, o quinteto foi ganhando os corações e ouvidos do mundo desde o seu primeiro álbum "Emmerdale"(1994). Em 1998 escalaram o produtor Tore Johansson para trabalhar em seu quarto álbum de estúdio entitulado "Gran Turismo" e é sobre um single tirado desse álbum que esse post vai falar!
O segundo single lançado para a divulgação do álbum foi "Erase/Rewind", Uma faixa que trata sobre mudar de idéias e rumos. No clipe dirigido por Adam Berg a banda está tocando em um estúdio quando as paredes começam a se mover os deixando com cada vez menos espaço. A fotografia é sensacional, e a claustrofobia causadas pelas cenas é a parte que mais me chama atenção.

Adam Berg é um diretor sueco que tem um vasto trabalho com publicidade, mas também tem um bom histórico com videoclipes. "My Friend" da Groove Armada, "Summer Moved On" do A-Ha, "A Song For The Future" do Idlewild e alguns tantos clipes da banda Kent como "Gravitation" e "Chans" estão entre os clipes dirigidos por ele.
Texto: Leandro de Lima Vilela
Revisão: Emílio Sá
Fontes: cardigans.com / Wikipedia
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Gabriel Vendramini remando para sua Lighthouse no cenário independente!
Após um
período procurando uma forma de dar um UP no JIS e em seus formatos
(blog/canal/podcast) recebi uma mensagem de um músico independente pedindo
espaço nesta singela página. Resolvi entender isso como um sinal do Universo de
que a hora de abraçar novas coisas havia chegado e aceitei o desafio. O que
segue é a primeira entrevista feita para este blog, por esse amante da música
que vos escreve!
Gabriel Vendramini é um músico paulista que acaba de lançar seu segundo álbum. Bati alguns bons papos com ele via Whatsapp até finalmente criar as perguntas para que vocês possam conhecer mais sobre seu novo trabalho intitulado "Lighthouse". O álbum tem uma sonoridade bem gostosa, bom de ouvir num rolê pela cidade, na academia, ou em casa com os amigos - já testei e aprovei!- Mas sobre álbum eu falarei em outro post.
Bora para a entrevista. Lembrando que os links e datas de shows estão logo após as perguntas!

Fala um pouco sobre
você.O que ou quem te fez gostar de música?Desde quando toca?
Eu
sou Gabriel Vendramini, nascido e criado em Mogi das Cruzes/SP.
Sobrevivi aos 27 com êxito e passei dos 30 ano passado.
Minhas primeiras
lembranças estão relacionadas à música. Lembro de, muito pequeno, meus pais
colocarem para tocar Queen em casa. Na adolescência (15/16 anos) descobri o
punk rock (Misfits, Dead Kennedys, Voodoo Glow Skulls), ganhei minha primeira
guitarra e, desde então, nunca mais parei.
Você começou sua
carreira tocando covers, certo?! O que você mais gostava de tocar?
Quais são suas
principais referências?
Exatamente! Tudo começou
com uma banda que montei com os amigos lá em Mogi onde tocávamos Misfits,
Ramones, Adicts. Era bom demais!
Além do punk rock, eu
sempre gostei muito de guitarra solo. Eu ficava trancado no quarto a tarde
inteira tentando dissecar nota por nota os solos do Gary Moore nos discos do
Thin Lizzy.
Seu primeiro álbum ,”
Brick By Brick”, foi lançado em 2016. Quais são as principais diferenças entre
ele e o seu segundo álbum, “Lighthouse” ?
Eu brinco dizendo que o
"Brick By Brick" foi um TCC de vida que eu sentia a necessidade de
lançar antes de completar 30 anos. Compilei algumas músicas que já vinha
trabalhando há alguns anos num disco e disseminei entre os amigos. Eu nunca
imaginei que tomaria a proporção de hoje, onde tenho uma banda tocando meus
sons e lugares onde algumas pessoas aparecem para nos assistir.
No caso do
"Lighthouse", o disco saiu pelos poros. Ele marca este momento de
transição do primeiro cd, que era algo despretensioso, para algo já mais
direcionado: um disco para ser tocado ao vivo.
O que te inspirou
durante o processo de criação de “Lighthouse”?
Sempre gostei muito de
faixas "faladas". Usei um pouco disso nas composições do
Lighthouse (A Crowd Of Fools, Lighthouse Theme, Choir Of Love).
Dei uma contida nos
solos de guitarra, tentei criar atmosferas pro ouvinte imersar no disco (You
Will See, Safe, Thomas Crapper).
E, visualizando a
conexão com o público, compus algumas faixas para as pessoas pogarem/cantarem
(In A Rush, Can't Decide, Spiders On The Ceiling).
Fui inspirado pelo
momento em que a música autoral independente passa no Brasil/mundo. O farol
simboliza a busca por uma esperança quando estamos (enquanto bandas) navegando
rumo ao desconhecido.
Hoje, não existe mais
aquela obrigatoriedade de lançar um álbum físico e muita gente consome música
através de serviços de streaming. O que você acha disso? Tem alguma preferência
entre físico ou música digital?
Eu cresci comprando cd
na lojinha do shopping de Mogi. Juntava dinheiro para pegar o trem até a
galeria do rock. Sempre gostei muito da mídia física e, apesar de hoje utilizar
muito as plataformas de streaming, acredito que ambas esferas coexistam com
suas devidas importâncias.
Tenho certeza de que o
fã de música ainda vai atrás da mídia física. Digo por experiência própria,
pois, sigo comprando os cds das bandas que gosto.
Acha que, nos tempos
atuais, é crucial assinar com uma gravadora para ser bem sucedido em larga
escala?
Para ser bem sincero, eu
não faço ideia de como corre o algoritmo do sucesso nos tempos atuais. O acesso
muito fácil à informação (seja ela boa ou sem menor conteúdo) está matando a
curiosidade no geral das pessoas (não vou tendenciar nenhuma faixa etária) para
consumirem novidades.
Te desafio a listar 10
discos lançados nos últimos 3 anos (banda grande ou pequena) que você saiba
cantar faixa por faixa.
Proponho agora outro
desafio: você deixar de cantar (com todas as suas forças) 10 refrões de músicas
virais (independente do gênero musical) lançadas no semestre passado.

Quem fez a capa de “Lighthouse”?
A ilustradora Danielle Pioli. O trabalho dela é maravilhoso, deixa os links para o pessoal conhecer!
Qual é o céu e o inferno de ser 100% independente?
Vou começar pelo inferno: a escassez da abertura de portas (e ouvidos) para as bandas novas, as condições impostas por certos lugares/produtoras que abrem as portas e a falta de respeito/simpatia entre as bandas que estão no mesmo patamar (eu ia escrever na mesma merda).
O céu é a oportunidade de levar teu som, feito com garra e muito carinho, para 1, 10 ou 50 pessoas. É o lugar/organizador que respeita o músico. As boas amizades que você faz no meio independente.
E como faz pra galera conferir teu trampo ao vivo , digo, shows?
Minhas mídias sociais são muito bem atualizadas, prezo bastante por isso! Tanto o Instagram quanto o Facebook sempre tem a agenda atualizada.
Alguma consideração final?
Não tenham medo de falhar sendo vocês mesmos! Não esperem os outros para darem início aos seus sonhos. Tomem bastante água.
Curtiu? No próximo Domingo(13/01) Gabriel fará um som na Avenida Paulista a partir das 10horas da manhã.
Pra conhecer o som do Gabriel, seguem links das redes sociais dele
Spotify do Gabriel Vendramini
Facebook: https://www.facebook.com/gabvendramini/
Instagram: @gabvendramini
Por hoje é isso, VIVA A MÚSICA!
Texto/Extrevista por Leandro de Lima Vilela
Revisão por Emílio Sá
Curtiu? No próximo Domingo(13/01) Gabriel fará um som na Avenida Paulista a partir das 10horas da manhã.
Pra conhecer o som do Gabriel, seguem links das redes sociais dele
Spotify do Gabriel Vendramini
Facebook: https://www.facebook.com/gabvendramini/
Instagram: @gabvendramini
Por hoje é isso, VIVA A MÚSICA!
Texto/Extrevista por Leandro de Lima Vilela
Revisão por Emílio Sá
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Years & Years entra em nova era com Sanctify
Olá! E aqui estou eu feliz por ter tempo de escrever para vocês sobre música. Ando viciado em alguns sons, álbuns e artistas e por isso eu resolvi parar pra escrever um pouco e matar a saudade de falar sobre música pra vocês!
Como já adiantei na headline o post é sobre o single novo da banda inglesa Years & Years. Formada em 2010 por Olly Alexander, Emre Turkmen e Mikey Goldsworthy o trio lançou seu primeiro álbum intitulado Communion em 2015. Desde então tem conquistado uma boa visibilidade não apenas no reino unido, mas também em vários países ao redor do globo!
Fui me apaixonar pela banda só agora que lançaram o single "Sanctify" que é o carro-chefe para a divulgação do segundo álbum intitulado Palo Santo que e tem lançamento previsto para 6 de Julho desse ano. #Ansiosx .
Voltando à "Sanctify"... A faixa mostra um crescimento na sonoridade da banda em relação aos singles lançados até então. A letra escrita por Olly fala sobre relacionar-se com alguém que tem tabus com a própria sexualidade devido à questões religiosas.
![]() |
| Capa do Single |
O videoclipe é um banquete aos olhos. O conceito foi desenvolvido por Olly Alexander e a direção ficou a cargo de Fred Rowson que já havia trabalhado com a banda nos clipes de "Desire", "Shine" e "Foundation". Além de assinar a direção dos clipes do Years & Years ele já dirigiu clipes "Game" de Rosie Lowe, "The Greatest" de Raleigh Ritchie e "Your Love" do Joe Goddard.
Agora bora assistir "Sanctify"?!
domingo, 3 de dezembro de 2017
[Podcast] - Jukebox In Shuffle #7 - Just Bought
E na sétima edição do Jukebox In Shuffle eu toquei músicas dos álbuns e singles que comprei recentemente. Seja vinil, Cd, ou download pago, eu consumo muita música, então nada melhor do que colocar para tocar minhas novas aquisições!

Ellie Goulding, Foo Fighters, Michael Jackson, Sia, VV Brown e David Bowie são algumas das coisas boas que serão tocadas nesse programa.
#JustPushShuffle
#JustPushShuffle
#JustPushShuffle
sábado, 2 de dezembro de 2017
Moko e o irresistível clipe de "Your Love"
Eu realmente preciso encontrar ou criar um termo equivalente ao "rato de biblioteca" para poder definir como eu sou em relação à minha fome por descobrir mais e mais artistas, sejam novos ou antigos...
...ANYWAYS...
Em meio às minhas buscas e meus achados musicais esbarrei com uma moça que já chamou atenção pela questão estética e que me viciou logo q cliquei PLAY e conferi a parte musical. O nome dela é Moko e a música tema dessa postagem é "Your Love".
Moko é uma inglesa que ama Sade, Lauryn Hill, Erykah Badu e tem fome por ritmos novos. Um pouco dessa mistura interessante pode ser conferida em seus 2 EPs. Falaremos, hoje, sobre o clipe lançado para divulgação de um deles.
"Your Love" é a faixa lançada para a divulgação de seu segundo EP entinutalo Gold lançado em 2014. Com uma sonoridade house e com características tipicamente anos 90, a faixa produzida pela dupla Chase & Status me cativou de cara. O EP conta com outras 3 faixas sendo elas ,"Ceremony", "Missing Love" e "With You". Segue link do Souncloud da moça.
O clipe, dirigido por Ben Strebel, foi filmado em plano de sequencia, também conhecido como UMA TOMADA, só ajudou a elevar a música. Essa única tomada é um banquete aos olhos pois Moko vai perambulando por um local vazio que tem cômodos com iluminação de diferentes cores enquanto dança. Me remeteu ao clipe de "Shift" da VV Brown, mas esse é de outra postagem.
O clipe, dirigido por Ben Strebel, foi filmado em plano de sequencia, também conhecido como UMA TOMADA, só ajudou a elevar a música. Essa única tomada é um banquete aos olhos pois Moko vai perambulando por um local vazio que tem cômodos com iluminação de diferentes cores enquanto dança. Me remeteu ao clipe de "Shift" da VV Brown, mas esse é de outra postagem.
Bora dançar e se deliciar com "Your Love" ?
segunda-feira, 1 de maio de 2017
#FKDK-Joe Goddard+SLO - Music Is The Answear
Estava eu nos meus passeios pelo mundo maravilhoso dos videoclipes e esbarrei com algo que me cativou de primeira. Cliquei para assistir o clipe. O que aconteceu foi que eu fiquei hipnotizado pelo clipe, música e letra. Fui buscar mais informações sobre e aqui estou eu para cumprir com a função de meu blog que é a de compartilhar com vocês descobertas musicais com vocês então bora para o que interessa.
"Music Is The Answear" é um clipe lançado para divulgar 'Electric Lines' , que é o álbum de estréia de Joe Goddard. O nome pode parecer novo, mas o moço já é "de casa", ao menos para quem curte música alternativa, afinal ele faz parte do sexteto inglês Hot Chip. A música traz os vocais de SLO, artista que lançou seu EP "Atone" no ano passado e que também vale a pena ser ouvido.
O álbum "Electric Lines" foi lançado em 21 de Abril e eu já tô me mudando de mala e cuia pra morar nesse álbum, mas sobre o álbum eu falo depois de ouvi-lo mais algumas vezes, ou seja, em muito breve.
O clipe de "Music Is The Answear" é um banquete aos olhos. Muitos gráficos 3D e efeitos super bem feitos. A direção foi assinada pelo grupo inglês de artistas visuais Shynola, que ,desde sua gênese em 1994, já realizaram algumas exibições de arte, filmes, curtas e VIDEOCLIPES.
Na longa lista de videoclipes dirigido por Shunola estão "Pyramid Song" do Radiohead, "Go With The Flow" do Queens Of The Stone Age, "Good Song"do Blur, "Paradise" e "Strawberry Swing" do Coldplay", "Move Your Feet" do Junior Senior e "Need You Now" do Hot Chip.
Anyways... Bora curtir o clipe?
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